Manifestação de Repúdio às decisões do Supremo Tribunal Federal

Enviado em 1.04.2013 às 18:00

Por:

MEMBROS DO CONSELHO APOSTÓLICO:
Valnice Milhomens, Jesher Cardoso, Arles Marques, Mike Shea, Sinomar Fernandes, Márcio Valadão, Neuza Itioka, Paulo Tércio, Dawidh Alves, Alexandre Nunes, Francisco Nicolau, Ebenézer Nunes, Hudson Medeiros, Luis Scultori e Paulo de Tarso

Pronunciamento para Manifestação de Repúdio às decisões do Supremo Tribunal Federal, nas questões do Reconhecimento da união de homossexuais receberem o status de família; do Reconhecimento de Legitimidade para as Marchas e Manifestações em favor do uso da Maconha; e veemente repúdio ao Projeto de Lei 122/2006 bem como O Plano Nacional de Direitos Humanos.

Como líderes eclesiásticos, representantes de uma importante parcela do povo cristão de fé Evangélica nesta nação, como Conselho Apostólico Brasileiro, submissos à Constituição Brasileira ao Poder da República Federativa do Brasil, harmonizados nos três poderes, e às autoridades constituídas em uma única voz manifestamos o nosso mais completo REPÚDIO, a algumas decisões que o mais elevado Tribunal desta nação recentemente proferiu. Decisões como a que deu “status” de família para a união de homossexuais, coisa que não apenas insulta princípios da Palavra de Deus, num país de uma esmagadora maioria cristã, bem como dá tutela a alguns cidadãos tratados como especiais (os homossexuais), diferenciando-os dos demais, infringindo cabalmente o texto de nossa Magna Carta que nos garante igualdade de direitos.

Repudiamos o Projeto de Lei 122/2006, que no seu bojo traz uma nefasta e silenciosa LEI DA MORDAÇA, a todos os cristãos de expressar sua fé, condenando os atos homossexuais como pecado, baseado nos textos das Sagradas Escrituras.

Repudiamos o Plano Nacional de Direitos Humanos, herança do último governo, porque em muitos aspectos, em diversos tópicos, se percebe um claro ataque a Princípios Cristãos, apoio a algumas minorias que são respeitadas por nossa constituição, mas, que se tornam “ditadores” do pensamento coletivo da nação respaldados por este governo que cada vez mais manipula as massas, como historicamente já foi feito com “pão e circo”, e não por respeito e amor.

Repudiamos a manifestação do Supremo Tribunal Federal, que garante o direito de manifestação pelo uso da maconha e ao mesmo tempo faz vistas grossas e busca subterfúgios e nos silêncios constitucionais tem declarado que tudo o que não é expressamente proibido é permitido.

Entendemos os sentimentos de nossos concidadãos homossexuais, e os respeitamos como seres humanos em sua busca sincera por um encontro com a sua verdadeira identidade, e por uma paz interior com seus sentimentos tão diferentes, num desejo sincero e justo de uma reconciliação consigo mesmos.

Homofobia, não! Repudiamos veementemente este conceito mentiroso, preconceituoso que incute em nossa sociedade meios de dividi-la e segregá-la em guetos, como se não fossemos um só povo formado de pessoas de todas as etnias e culturas, que aqui acharam um lar.

Concordamos que nossos concidadãos homossexuais não podem ser agredidos, não podem e não devem ser humilhados e nem diminuídos, não podem e não devem ser mortos, assim como os moradores de rua, os professores de escola pública, os viciados em drogas, os moradores de comunidades carentes, os pobres e desvalidos em zonas de guerra urbana, os que professam sua fé que seja menos aceita pela maioria ou pela mídia.

Ninguém deve ser morto, nem agredido, nem humilhado, nem diminuído! Todos os cidadãos são iguais perante a lei e todos estes cidadãos já estão protegidos pela lei, nestas e em outras situações semelhantes, ou já deveriam estar.

Assim sendo, entendemos que todas as pessoas das mais diversas expressões de sexualidade, membros do grupo denominado “GLBT” precisam ser apoiados em seu desejo sincero e digno de uma solução para suas dores e aflições pessoais, como todos os cidadãos nascidos no solo do Brasil, que sentem dores, conflitos, medos, e sentimentos de inadequação, crises existenciais, rejeição. Sim, nós respeitamos todos os brasileiros, e respeitamos os GLBT. Na verdade, nós os amamos e os entendemos mais do que pensam, mas, também entendemos, por que assim cremos, que o caminho escolhido para buscarem sua paz interior, não vai suprir esta demanda interior e íntima.

Entendemos que obrigar toda a sociedade, que em sua maioria é heterossexual historicamente, a aceitar seus valores como naturais não vão atender seus anseios e sarar suas feridas. Desejarem gozar de uma super proteção do estado, tornando-os cidadãos de uma classe superior, porque contariam com uma proteção especial devido a sua opção sexual, não vai preencher seu vazio interior.

Impor sua prática pessoal, e estilo de vida particular a todos, publicamente, não é a solução, não é justo conosco, a maioria, que pretendemos criar nossos filhos com outros valores, muito diferentes destes valores vividos e defendidos pelo GLBT.

Entendemos que mudar todas as leis, a rever a ética contemporânea e modificar os valores atuais, os costumes, na força bruta, não vai satisfazer suas necessidades pessoais. Entendemos que saciar seus desejos diferentes publicamente, não vai calar suas vozes interiores. Entendemos que exigir que a religião mude princípios milenares lapidares, não vai satisfazer seu anseio de encontrar uma suposta aprovação de Deus.

Deus disse ao Patriarca Abraão, que nele, todas as famílias da Terra seriam benditas. A família feita por Deus, com o poder de gerar outros à sua imagem e conforme a sua semelhança, é composta por um casal, homem e mulher, que geram filhos que parecem um pouco com o pai e um pouco com a mãe. O Fruto do Amor, assim como fomos feitos à imagem e semelhança do Criador, recebemos o poder de gerar à nossa imagem e conforme a nossa semelhança. Não, o Supremo Tribunal Federal pode ter chamado de família, o que Deus condena, mas, acima deste Tribunal temporal humano há um Eterno, e as pessoas que viverem na prática do Homossexualismo, ou numa relação homo afetiva, (como se está convencionando chamá-los) não terão sobre si a Bênção de Abraão sobre as famílias, porque este envolvimento não é segundo O Padrão do Deus que criou a FAMÍLIA.

Criar supostas igrejas de espiritualidade vazia, para uma satisfação pessoal e impondo que a Bíblia seja reescrita, numa versão que atenda sua maneira de viver não vai lhes trazer esta paz interior. O vazio vai estar ali, gritando ainda cada vez mais alto.

De nossa parte, cremos que a única solução para suas mazelas, é reconhecerem que só existe VIDA em Jesus e que a Bíblia e os cristãos e O Deus da Bíblia, O Deus Vivo, não é contra os homossexuais, mas, contra o pecado de homossexualismo, como também é contrario ao pecado de adultério, fornicação, mentira, rebelião, corrupção, suborno, desonra de filhos a seus pais, cobiça, e tantos outros pecados que assolam e desgraçam a humanidade.

Não há um preconceito exclusivo contra o homossexualismo, há uma denúncia que o pecado separa o homem de Deus. Todos os pecados biblicamente descritos. Porém, os demais pecadores, chamados ao arrependimento de uma vida sem Deus, não se uniram para mudar a Bíblia! Não se movimentaram para proibir que a Palavra de Deus fosse pregada. Não tentaram nos tirar da mídia, da internet, de nossos próprios púlpitos nas nossas próprias igrejas, não tentaram calar os pregadores.

Quando a lei é mudada para se calar pregadores, algo estranho está acontecendo. Calar pregadores da Bíblia é uma arbitrariedade! Obrigar-nos a não pregar o que é pregado há milhares de anos, não só não vai trazer a paz interior que buscam, mas também nos violenta em nossos direitos de expressão.

Não podermos usar a internet ou meios de comunicação para expressar o que cremos é uma afronta à liberdade de expressão constitucional. Na descabida tentativa de fazer dos GLBT pessoas especiais perante a sociedade brasileira, nós os cristãos nos tornamos pessoas inferiores, perante a Constituição, as Leis e as Instituições? Discordar tornou-se proibido?

Opiniões diferentes serão censuradas para que prevaleçam as impostas?

Deveríamos nós cristãos buscar uma mudança constitucional para que pastores não fossem chamados de ladrões de dízimos por humoristas e outros tantos? Deveríamos buscar a Justiça para impedir que pastores ou evangélicos sejam ridicularizados em novelas, mini-séries e outros? Deveríamos proibir piadas sobre crentes? Deveríamos censurar filmes que afrontam a Jesus? Por que não poderíamos? Somos cidadãos de menor importância?

Entretanto, quando ofendidos, perdoamos. Quando afrontados, abençoamos. Abençoamos seus filhos, seus irmãos, suas irmãs, suas mães, seus pais. Pregamos a mensagem transformadora de Jesus.
Amamos nossa nação e temos um compromisso com a sociedade brasileira, nossos concidadãos, MAS, temos compromisso ainda maior, com o nosso Deus e com a Sua Palavra. Quer queiram, ou não, homossexualismo é pecado!

Quer queiram ou não, quer creiam ou não, nós amamos os homossexuais.

Não somos homofóbicos!

E Jesus os ama mais, pois morreu por cada um deles, assim como morreu por cada um de nós, que decidindo deixar uma vida sem se importar com a Vontade de Deus, recebeu sobre si O Perdão de Deus conquistado pela Vida de Jesus Cristo que foi derramada na Cruz do Calvário. Isso é o verdadeiro Amor!

Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. (Jo 15:13-14)

Por sermos perdoados dos pecados que cometíamos quando andávamos sem Deus, e pelos pecados que ainda cometemos, na nossa luta diária para que Cristo viva através de nós, a Bíblia tornou-se nossa maneira de viver, assim como a da maioria do povo brasileiro que é cristão, e por sermos cobrados pela própria Palavra, precisamos nos posicionar publicamente, afirmando que DEUS NÃO APROVA A PRÁTICA HOMOSSEXUAL, E PORTANTO, NÃO APROVA A UNIÃO CIVIL HOMOSSEXUAL.

E, portanto, não concordamos que a prática deste pecado seja regulamentada pela nossa lei.

Nossa nação está incorrendo em um grave equívoco espiritual, que afronta nosso Deus, que afronta nossa fé e que trará graves consequências futuras sobre aqueles que concordarem e apoiarem tudo isso.

Nós não concordamos por que é anti bíblico, anti natural, e principalmente porque não vai resolver os seus problemas; não vai trazer a solução que estão buscando.

Não, não somos homofóbicos! Não queremos ofender os Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgeneros, e somos radicalmente contrários a toda e qualquer forma de violência contra estas e quaisquer outros tipos de pessoas.

Queremos que possam conhecer a Jesus, O Cristo, O Filho do Deus Vivo que veio em carne, derramou Seu Sangue para salvar a todo aquele que nEle crê. Apenas assim, eles e todos os outros encontrarão verdadeira paz interior. Apenas assim, encontrarão solução para suas dores e conflitos.

Apenas assim, ao entrarem na eternidade, constatarão que os registros bíblicos que muitos ridicularizam, são verdadeiros. E que os intentos humanos não prevalecerão. Queremos ter liberdade para pregar esta mensagem em qualquer lugar, de qualquer forma, e por qualquer meio. Temos este direito. Não podem nos calar. Se nos calarem, as pedras clamarão.

Não concordamos que a aprovação da liberação do uso da maconha, possa trazer algum benefício para a nossa sociedade, porque na sua proibição já vemos tanta desgraça, porque esta droga que sabidamente traz distúrbios psiquiátricos irreparáveis é apenas uma porta para outras de poder muito mais devastador, e se o problema com o álcool, já fosse uma questão resolvida ou administrada por nossa sociedade, por ser tão destrutiva quanto qualquer outra droga, poderíamos ser solapados por razões, para a permissividade ao uso de outros tipos de drogas, mas, é justamente o contrário, cada vez mais violência, cada vez mais destruição, cada vez mais prisões de vidas e custos sociais para toda a nação.

Quando O Supremo Tribunal Federal manifesta-se para conceder permissão para que as pessoas que defendam o uso da maconha possam se expressar, e um ex-presidente o faz da mesma forma, abertamente, certamente acreditamos que não seremos nós os que terão de se calar, em nossa posição firme pela Vida.

A verdadeira paz, só é possível em Jesus Cristo.

Conselho Apostólico Brasileiro

3 respostas para “Manifestação de Repúdio às decisões do Supremo Tribunal Federal”

  1. Pr Douglas Barroso disse:

    Como cristão e como pastor, concordo em tudo, com cada palavra e colocação feita neste manifesto apresentado pelos nossos irmãos do Conselho Apostólico Brasileiro. Chegou a hora do Corpo de Cristo nesta nação posicionar-se radicalmente pelos valores do Reino de Deus revelados nas Escrituras. Através deste comentário declaro minha unidade e identificação aos amados apóstolos e me ligo, no Espíito e em espírito aos mesmos tornarndo-me, no mundo espiritual, participante deste manifesto!

  2. RICARDO PAGANINI disse:

    De pleno acordo com o manifesto.

  3. Lucio Guimaraes de Almeida disse:

    Não comungo com a ideia de que a sexualidade deve ter caráter de apoio jurídico,pois trata-se de uma prática do prazer e atitude moral do desejo de satisfação do corpo e outros itens do prazer humanos.
    O que é subjetivo,não deve ser espetacularizado.O sexo é formando obedecendo uma dinâmica psicofísica.E não deve ser imposto qualquer ato que implique no dever do outro de praticar ou aceitar compulsoriamente por força de lei.A sexualidade não é e não deve ser regulada por lei judicial.Mas pelo debate político que coloca para o indivíduo sua autonomia diante de suas escolhas morais.

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